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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Moscas praticam poliandria para melhorar a saúde dos descendentes.

Podemos observar a genética em diversos aspectos na natureza. Entre eles, está o comportamento e o hábito dos animais. As heranças genéticas definem suas características físicas e comportamentais, procurando sempre a adaptação ao meio e a perpetuação da espécie.
Tenho como pretensão cursar Ciências Biológicas com foco em pesquisa na área de zoologia, estudando o modo de agir dos animais em função do ambiente, das condições de vida – como a disponibilidade de alimentos – e mecanismos fisiológicos de sobrevivência, como os químio-receptores que os tubarões têm na pele que determinam a presença de substâncias nocivas na água, avaliam a salinidade e outros parâmetros químicos. [1]
Acasalamento de moscas
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Exeter indica que, para a fêmea, a incerteza de que um parceiro foi efetivo para procriar pode levá-las a acasalar com mais de um macho, o que é chamado de poliandria. Além disso, a possibilidade de incrementar a variabilidade genética da prole também é um motivo para tal prática.
Na espécie Drosophila pseudoobscura (moscas-da-fruta), a poliandria tem o propósito de melhorar a saúde. Em alguns machos, há a presença do gene SR em seu cromossomo X, um elemento gênico egoísta no genoma que tem como objetivo estar no maior número possível de descendentes.
            O gene SR reduz a fertilidade do macho, matando espermatozóides que não o possuem, como os de cromossomo Y. Sendo assim, pode ocorrer de a fêmea copular com um macho portador do gene SR, tendo em vista que não há como diferenciá-lo de um macho normal.
A poliandria foi uma forma da fêmea aumentar as chances de acasalamento com machos que não possuem o gene egoísta para garantir a saúde de seus descendentes.
Por fim, é importante notarmos como é complexo o ambiente animal, em que elementos genéticos mudam todo o comportamento de uma espécie.

                                          Mais sobre a poliandria...

            Apesar de a poliandria, onde uma fêmea acasala simultaneamente com dois ou mais machos, não ser uma prática comum, geralmente os machos são abandonados após a cópula para que a fêmea possa cuidar de seus ovos.
            A mesma prática, mas com inversão de sexo é a poliginia. Ou seja, um macho acasala com várias fêmeas.
            Em alguns casos, pode acontecer (nas aves, por exemplo) a mistura de poliginia e poliandria, prática denominada promiscuidade, em que ocorre acasalamento entre várias fêmeas e vários machos. [2]

                                            Probabilidade de fecundação...

            Estudos realizados por estudantes da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias e Ciências Biológicas da Unesp indicam que, na prática de poliandria, o macho que tem mais chances de fecundar a fêmea é aquele que possui o maior testículo (levando em conta sua massa corporal), em função do maior investimento na produção de gametas. [3]


                                                          Por Marjorie Nunes





    


       














           
Webgrafia...


[1] http://www.saudeanimal.com.br/tubarao.htm - Características do tubarão.
Último acesso em 22/10/2010

[2] http://www.spzoo.org.br/0205.htm - Definição de poliandria, poliginia e promiscuidade.
Último acesso em 18/11/2010

[3] http://prope.unesp.br/xxi_cic/27_36835227800.pdf - Probabilidade de fecundação dos machos com maiores testículos.
Último acesso em 18/11/2010

Último acesso em 18/11/2010

Último acesso em 18/11/2010


http://www.oversodoinverso.com/wp-content/uploads/2009/10/moscas2.jpg - Charge das moscas.
Último acesso em 18/10/2010


http://www.oversodoinverso.com/wp-content/uploads/2009/10/moscas9.jpg - Charge das moscas II.
Último acesso em 18/10/2010


http://i203.photobucket.com/albums/aa271/ovelhaperdida/amor-as-moscas.gif - Charge das moscas III.
Último acesso em 18/10/2010

Diversidade genética das bactérias, vacinação e Medicina

                “A vida é algo que se come, que se ama ou que é letal.”
James E. Lovelock

    Seguindo o modelo darwinista, todos os seres vivos do planeta continuam evoluindo para se manterem vivos. Com as bactérias não é diferente. E as vacinas e medicamentos precisam acompanhar essa evolução. Por exemplo, a vacina que combate a gripe precisa ser modificada anualmente, pois no próximo ano o vírus terá se modificado tanto, que a vacina será ineficaz, entretanto bactérias taxonomicamente diferentes podem trocar genes, isto é, bactérias causadoras de doenças variadas, podem trocar seu material genético entre si.
    Um jeito mais simples de explicar a troca de material genético bacteriano segundo Lynn Margulis e Dorion Sagan seria “imaginar que, num barzinho, você esbarre num sujeito de cabelos verdes. Ao fazê-lo, adquire essa parte de sua dotação genética, talvez com mais alguns outros itens novos. Não só você agora poderá transmitir o gene dos cabelos verdes a seus filhos, como sairá do bar com o cabelo dessa cor. As bactérias entregam-se o tempo todo a esse tipo de aquisição rápida e informal de genes.[1] E é exatamente essa troca incessante de genes, que transforma as bactérias, em pouco tempo, imunes a certas substancias como aconteceu com a penicilina. Na época em que esta foi descoberta, fazia efeito contra praticamente todas as bactérias, hoje, a sua grande maioria, é imune, graças a troca de material genético e a seleção natural, que eliminava as bactérias não imunes a esta.[2]
    Segundo uma pesquisa realizada por quatro acadêmicos americanos, cujo titulo é “O Legado persistente do vírus influenza de 1918” e publicado no The New England Journal of Medicine, afirma que o vírus A(H1N1), é uma descendência direta do vírus que provocou a gripe espanhola de 1918. E que ao longo das décadas, o vírus foi repassado entre seres humanos e animais, durante este processo evolutivo o vírus passou a matar menos pessoas. Segundo o diretor do Instituto Emilio Ribas, a menor taxa de mortalidade do vírus é uma combinação entre os progressos da medicina e as mutações genéticas do influenza.[3] Entretanto, do mesmo modo que as mutações podem transformar o vírus em algo menos letal, elas também podem fazer com que o vírus se torne resistentes as drogas. E muito rapidamente. Em Cingapura, por exemplo, o vírus que contaminou uma mulher, sofreu uma mutação que o deixou resistente ao Tamiflu, principal droga usada para o combate á doença, e, segundo dados da Agência para a Ciência, Pesquisa e Tecnologia de Cingapura, a resistência ao Tamiflu se desenvolveu em apenas dois dias.[4]
    E não existe nenhum sinal de que as mutações bacterianas um dia cessem.  Muito pelo contrario, elas tendem a aumentar, devido a maior quantidade de ramificações dentro das doenças, que são criadas diariamente, o que significa uma maior diversidade genética.[5] Segundo Ian Barr, do Centro Colaborativo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Referência e Pesquisa sobre Influenza, é possível que esta nova cepa criada, seja mais letal e ainda capaz de infectar pessoas já vacinadas e que embora as mudanças não sejam significativas, houveram casos de pessoas vacinadas que se infectaram, e também algumas mortes. O que poderia exigir uma atualização na vacina.[6]
    O que é certo, é que vivemos uma “corrida” contra as bactérias. Em alguns momentos estamos na frente, com vacinas e drogas que sejam eficazes contra elas, e em outros momentos elas estão na nossa frente, se tornando imunes e algumas vezes mais letais. E assim como não existe droga infalível, não existe e nem nunca existirá um vírus invencível, imune a tudo e a todos. Pelo menos não durante muito tempo. Pois embora pareça que bactérias super poderosas estão muito perto de serem formadas, vacinas e drogas que a combatam também estão igualmente próximas. Já que como diz o ditado popular, para todo problema, existe sempre uma solução.


                                                                                                                              Caio Santin




Troca genética entre bactérias
    








Bibliografia:

[1] - “O que é vida?” – Lynn Margulis & Dorion Sagan.  Capítulo 04; Página 106. Editora: Jorge Zahar. – Transmissão de material genético entre as bactérias.

Webgrafia:




[5]- http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/04/28/ult1859u924.jhtm  - Diversidade Genética entre os vírus. Relação gripe espanhola – gripe suína. 30/09/2010

[6]- http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4747139-EI294,00.html - Vírus da gripe suína tem nova cepa. 21/10/2010


Imagens:


http://www.ucm.es/info/genetica/grupod/Recoproc/CONJU1.BMP - Troca genética entre bactérias.


http://www.leoquintino.com.br/media/a/charge-gripe-suina-comida.jpg - Charge